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Como o Scrum ajuda a medir a felicidade do time?

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por Marina Kiatkoski

Fail fast

Fracasso é uma palavra tão carregada, tão pesada que é natural que as pessoas sintam medo dela. Mas esse pensamento me leva direto pra um evento, às vezes menosprezado, mas muito importante presente na vida de qualquer pessoa que aplique scrum: a retrospectiva. Para esse evento, não só os desenvolvedores, mas todos os membros do time scrum se reunem para falar sobre relacionamentos, pessoas e processos que aconteceram na sprint que acabou de terminar. É de praxe que a retrospectiva aconteça somente no final de cada sprint e é natural que seja odiada ou menosprezada por alguns.

Mas como funciona uma boa reunião de retrospectiva?

Muita gente pula esse evento ou não usa o tempo necessário nela, pois falar de pessoas e relacionamentos exige maturidade. Falar dos problemas e ouvir sobre seus erros exige maturidade. Pensa comigo, nem sempre você enxerga os seus erros durante o processo de uma sprint. Nem sempre você tem tempo de analisar friamente como está agindo, uma sprint exige foco, comunicação e velocidade e nessa correria não é sempre que você vai perceber suas falhas. Falar disso durante algumas horas e expor problemas pode ser exaustivo, mas um dos principais objetivos do scrum é promover um ambiente seguro, transparente e trabalhar em cima do pilar da melhoria contínua. Quando estamos atentos aos nossos erros e dispostos a seguir com mudanças temos gradativamente times evoluindo, de alta performance, maduros e que podem tomar decisões.

Para realizar uma boa retrospectiva é importante que o foco na melhoria da performance do time seja mantido. Além disso, é importante monitorar o tempo, assim como outros eventos do scrum esse também tem um tempo definido para que a equipe trabalhe com foco na sua produtividade e em como melhorá-la.
Uma boa reunião promove o debate, é segura, cita pontos críticos e positivos. Pontos positivos não podem ser esquecidos! Coisas boas devem ser repetidas nas próximas sprints e projetos, esse é o momento de colocar tudo na balança. Uma boa maneira de chegar ao cerne da questão é sempre se perguntar “por que?”:

Estamos pontuando as tarefas erradas.
Por que?


Porque estamos subestimando as tarefas.
Por que?


Porque não conhecemos todas as especificações.

Assim você vai chegando ao problema para que ao final da reunião o time saia com um plano de ação e saiba tudo o que precisa fazer para melhorar os pontos fracos e manter os pontos fortes.

E aí, depois de pensar em tudo isso eu volto a minha reflexão, pessoas não falham ou simplesmente não gostam de falar sobre isso? Jeff Sutherland cita um estudo e conclui que:

“… as pessoas não são felizes porque são bem-sucedidas, elas são bem-sucedidas por estarem felizes.”

E ser feliz não significa euforia, mas estar bem… e o scrum promove a felicidade quando é capaz de medi-la através de seus eventos. E meus caros, esse é o caso da retrospectiva de sprint.

Aproveite esse momento para evoluir.